Relatórios apontam falcoaria como método de prevenção de colisões em aeroportos

Em todo o mundo há casos de colisões entre aves e aeronaves nos entornos de aeroportos. Este acidentes podem acarretar apenas danos materiais, como aconteceu recentemente na Flórida, Estados Unidos (vídeo), ou levar à morte.

Um documento divulgado pelo Comitê de Prevenção de Colisão com Aves dos EUA revela que desde 1975, pelo menos nove jatos de transporte de passageiros sofreram graves acidentes resultantes de colisão com aves. Em um dos casos, segundo a publicação, mais de 30 pessoas faleceram. Ainda de acordo com o relatório, mais de 87 mil colisões entre aves e aeronaves civis foram reportadas em território norte-americano.


No Brasil, o CEMAVE divulgou um estudo realizado entre 1995 e 2001 com base em levantamentos da avifauna em aeroportos de treze cidades de diferentes regiões. Com o objetivo de diagnosticar a situação nacional de colisões entre aves e aeronaves, o estudo propõe medidas para minimizar a incidência destes acidentes. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), entre 2006 e 2008 foram registradas 1.321 colisões com pássaros no Brasil.

De acordo com o CEMAVE, as fases de vôo com maior incidência de colisões são a decolagem (25,3%) e a aproximação (21,7%). Além do risco à vida dos passageiros, outras medidas como aborto de decolagens, cancelamento de vôos e pousos de prevenção geram prejuízos aos aeroportos, empresas do setor e usuários do transporte aéreo. O parecer revela que nos aeroportos do sul do Brasil e em Brasília a principal ameaça são os quero-queros (Vanellus chilensis).


Falcoaria


O uso racional de rapinantes para afungentar e capturar indivíduos da espécie problema tem se popularizado mundialmente. Como os predadores naturais dos quero-queros são as aves de rapina, a falcoaria aparece com uma solução eficiente e ambientalmente segura, conforme o Relatório Ambiental de 2011 da INFRAERO.

Em aeroportos brasileiros, a INFRAERO já implantou a técnica no Galeão (Rio de Janeiro), no Salgado Filho (Porto Alegre), Pampulha (Belo Horizonte), no Lauro Carneiro de Loyola (Joinville) e no aeroporto Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro (Belém).

Recentemente o Cenipa divulgou que não registra colisões no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro, há três meses. De acordo com a administração do aeroporto, os pássaros que colocavam em risco a segurança dos voos foram remanejados e afungentados pela atividade de falcoaria.


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